![Sem avanço na apuração, ações sobre disparos em massa na eleição de 2018 fazem dois anos [Sem avanço na apuração, ações sobre disparos em massa na eleição de 2018 fazem dois anos]](https://www.metro1.com.br/noticias/101103,sem-avanco-na-apuracao-acoes-sobre-disparos-em-massa-na-eleicao-de-2018-fazem-dois-anos-3.jpg)
Por Juliana Rodrigues no dia 17 de Dezembro de 2020 ⋅ 09:40
Nas quatro investigações relacionadas a disparos em massa pelo WhatsApp na eleição presidencial de 2018, não houve oitivas de investigados, nem mandados de busca e apreensão cumpridos. Todos os pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal e todas as requisições de envio de documentos e notas fiscais foram recusados, e a única testemunha ouvida foi da defesa do presidente Jair Bolsonaro. Segundo reportagem da Folha, as informações constam das ações que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As ações que motivaram a abertura das investigações foram ajuizadas pelas coligações Brasil Soberano (PDT e Avante) e O Povo Feliz de Novo (PT, PC do B e PROS) a partir de reportagens publicadas pelo jornal, que detalharam o submundo do envio de mensagens em massa pelo WhatsApp e indicavam que empresários compraram pacotes de disparos de mensagens em massa contra o então presidenciável Fernando Haddad (PT) em benefício a Jair Bolsonaro (então no PSL).
Ao longo de dois anos e dois meses, ao menos 16 pedidos para produção de provas e de oitiva de testemunhas foram negados pelos relatores das ações.