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Dias D'ávila / BA - 27 de Abril de 2026
Publicado em 20/07/2022 10h10

Justiça determina que inquérito da morte de tesoureiro do PT retorne à Polícia Civil

O inquérito foi concluído na semana passada e Jorge Guaranho foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe
Por: Metro 1

Justiça determina que inquérito da morte de tesoureiro do PT retorne à Polícia Civil

Foto: Reprodução/Redes sociais

Por: Metro1 no dia 20 de julho de 2022 às 08:20

 

O juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu (PR), determinou que o inquérito que apura a morte do tesoureiro do PT Marcelo Arruda retorne à Polícia Civil. O inquérito foi concluído na semana passada. O Bolsonarista Jorge Guaranho, autor dos disparos que mataram o petista, foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe. Porém, após pedidos do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e da família de Arruda, o juiz determinou que a polícia realizasse novas diligências.

O crime aconteceu na noite 9 de julho, quando Marcelo comemorava seu aniversário de 50 anos, com uma festa temática em homenagem ao PT e ao ex-presidente Lula. 

O promotor do caso, Tiago Lisboa, destacou para a Justiça a necessidade de buscar imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado trajeto feito por Guaranho no dia do assassinato.
 
"Razoável seja diligenciado junto ao comércio, residências e vias públicas em que teria transitado o agressor, quando sai da ASSEMIB [Associação dos Empregados da Itaipu Binacional Brasil] em direção à ARESF [Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu] na data do fatídico evento, dirige-se à sua residência e posteriormente retorna à ARESF, para obtenção, com a urgência que a diligência requer, de câmeras de filmagem que possam ter capturado imagens do mesmo, a fim de traçar, com precisão, o percurso realizado pelo agressor", pede o promotor.
 
O promotor pede que, caso sejam encontradas imagens, o conteúdo seja enviado ao Instituto de Criminalística para perícia. Ele solicita ainda a realização de depoimentos complementares. O MP cobrou urgência no cumprimento das diligências.
 
Após a determinação do magistrado, a Polícia Civil afirmou que "irá cumprir as diligências rapidamente". Posteriormente, a corporação informou que já ouviu mais três testemunhas do crime na terça-feira (19). 
 
"As perícias já tinham sido requisitadas pela autoridade policial à Polícia Científica, na semana passada; por enquanto, sem previsão de conclusão", informou.

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